22 de janeiro de 2011

Manifesto: Desastres Naturais

Mesmo após os desastres naturais ainda tem gente que crítica os ambientalistas, denominados de ecochatos, tem gente que ainda acha que essas pessoas lutam pela preservação de espécies de animais bonitinhas, mas o que pouca gente ainda percebe é que essas pessoas lutam pela segurança e bem-estar públicos!!! Não é por acaso que certas áreas são escolhidas para serem preservadas.

Por falar nisso a revista Época está de parabéns pela edição N661 , assim como fez no caso das enchentes de Itajaí, a revista trata da catástrofe sem abusar do sensacionalismo sobre as tristes histórias, ela aponta as causas e soluções. Enquanto os orgãos públicos municipais não adotarem medidas preventivas resta à população prestar mais atenção na hora de construir, levando em conta o passado da área, evitando construir em encostas e em locais próximos a rios, lagos e banhados

e o que é pior, aterrá-los. Muitos dos locais afetados não se tratam de casos em que a natureza invadiu as casas, mas sim as casas invadiram a margem menor que a permitida.

O ser humano, no auge de sua prepotência teima em achar que suas tecnologias podem dominar a natureza, o caminho certo é viver em harmonia, saber respeitar os limites e aproveitar os benefícios que ela oferece. Dar um basta nas construções irregulares depende de nós!!!

Galera, Namastê e muita força aos afetados por essa tragédia.

Link Revista Época>

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EIT1147-16091,00.html

1 de junho de 2009

DIVULGAÇÃO DE EVENTO: Conferência Nacional de Comunicação

Ainda com ênfase nos problemas apontados pelo cientista Luiz Carlos Molion, a respeito da mídia, na semana anterior estive presente na 1ª Oficina Pró-Conferência Nacional de Comunicação.

O evento maior, a 1ª. Conferência Nacional de Comunicação, será realizada em dezembro deste ano, e configura-se num acontecimento singular, que dará inicio a mudança neste contexto mercantilista adotado atualmente por nossa mídia nacional.

Como representante de movimentos sociais me coloquei a disposição para a articulação comunitária sobre este evento, porém preferi trazer um texto recebido por email, através da lista do comunica.sc, enviado por Angélica Elisa Sonaglio, que esclarece a demanda e as atividades correspondentes a este evento.

Após a leitura sugiro a todos envolvidos em comunicação que busquem seus colegas para articulação a nível municipal ou estadual, para podermos contribuir com este processo. Resgato que durante os estudos acadêmicos nos confrontamos com o fato óbvio que é o controle da mídia nacional, mas ainda não tinhamos uma oportunidade para reverter este quadro, portanto agora está chegando a hora de podermos exercer nossa livre expressão de comunicador por um mundo mais socialmente justo!

Segue o texto recebido por email:

A Comunicação precisa de mais vozes

Um convite coletivo a indivíduos, grupos e movimentos sociais

A Comunicação livre, alternativa e independente é uma necessidade para o desenvolvimento social e tecnológico das nações pois permite a participação em processos políticos e estimula o surgimento de novos instrumentos para aproximar grupos e indivíduos. Ela também é indispensável para a vida em sociedade, por meio da qual podemos trocar conteúdos, idéias, fazer planejamentos e promover simples conversas.

Contudo, os países mais desenvolvidos economicamente, ao longo da história, deram à Comunicação um papel meramente comercial e as corporações assumiram o papel de produtores para o público considerado como uma grande "massa passiva", seja por meio do rádio, TV e, recentemente, pela internet. O intuito principal dessa estratégia é promover a venda de produtos, idéias (conceitos, estilos, padrões) ou marcas em troca de retornos lucrativos. Nessa lógica, poucas famílias e empresas, com grandes recursos financeiros ou influência política, se apoderaram dos principais meios de Comunicação, restringindo-os a seus interesses particulares.

A Comunicação é um direito de todos, exercido diariamente a partir das relações interpessoais e sociais, e que deve ser garantido. Esse direito não serve apenas para proporcionar o diálogo, mas também contribui para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação e moradia. O acesso à informação, gerado pela Comunicação, permite fiscalizar as ações do governo. Produções audiovisual, impressa e online servem como mecanismo de denúncia e cobrança do poder público.

Para garantir a participação plural na Comunicação e o acesso a direitos humanos faz-se necessária, contudo, a modificação das estruturas de acesso aos meios de Comunicação atuais. Deve ser permitido que mais pessoas possam produzir conteúdos. A lógica de que somos apenas receptores precisa ser quebrada, pois essa visão é totalmente desconexa com o novo período que vivemos: da interatividade e convergência das mídias, e das áreas do conhecimento.

No Brasil, os principais espaços formais de Comunicação como o Rádio e a TV abertos também são restritos aos interesses de poucos. São eles, inclusive, que influenciam o desenvolvimento de políticas públicas no país e contribuem para a ausência de uma política nacional de Comunicação coerente com os princípios constitucionais de valorização da cultura e regionalização do conteúdo. Apesar desse cenário negativo, movimentos sociais de comunicação e de outras lutas se juntaram para reivindicar uma participação mais efetiva da sociedade na Comunicação brasileira. Graças a esse árduo esforço, recentemente o Governo Federal anunciou a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá em dezembro de 2009.

A Conferência será voltada para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. Mas só a realização da Conferência não basta. Para que o processo seja efetivo, é preciso que a sociedade se mobilize e ocupe todos os fóruns possíveis de discussão. Vale lembrar que há interesse dos controladores da “grande mídia” em manter o cenário atual ou restringi-lo ainda mais. Dessa forma, mais movimentos sociais, grupos e indivíduos podem dar suas contribuições (de acordo com seu perfil de mobilização), para que a democracia prevaleça na Conferência.

Atualmente, existem vários movimentos e coletivos em prol do direito à Comunicação. No nosso campo de atuação, podemos destacar alguns desses coletivos:

- O Projeto de Extensão Comunicação Comunitária, que visa integrar os estudantes da UnB (de Comunicação ou não) com a sociedade, estimula produções comunitárias, além de construir um vínculo entre teoria e prática e entre conhecimento acadêmico e cidadania.

- O Projeto de Extensão SOS Imprensa, constituído por estudantes universitários, estimula a leitura crítica dos meios de Comunicação, baseados em princípios de cidadania e direitos à Comunicação, fiscaliza os abusos por parte da imprensa. O projeto busca também a criação de alternativas comunicacionais pautadas em estudos de políticas de Comunicação e em práticas já existentes de meios autônomos de Comunicação.

- O Projeto Dissonante (faça-rádio-web-você-mesmo) foi pensado no intuito de estabelecer um espaço virtual por meio da internet para que qualquer indivíduo ou coletivo pudesse criar e manter uma rádio web livre, sem fins lucrativos, que respeite os direitos humanos, estimule a produção e a pluralidade da Comunicação.

- A Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos) atua na realização de grandes eventos regionais e estaduais, a fim de possibilitar espaços onde os estudantes de Comunicação possam discutir, trocar experiências e criar alternativas de pensamentos e ações no campo da Comunicação.

- A rádio livre com princípios comunitários Ralacoco se afirma como um espaço experimental por meio do qual todxs podem apresentar programas, aprendendo, na prática, tanto as questões técnicas de operação de uma emissora quanto os princípios de uma Comunicação democrática.

- O Diretório Central dos Estudantes da UnB busca, nessa atual gestão e também o fez na gestão anterior, manter informados os estudantes da UnB sobre as atividades promovidas pela entidade e por outros grupos, a valorização de espaços de divulgação e discussão horizontal como listas de e-mail e trabalha em parceria com outros grupos na discussão sobre a construção da Conferência de Comunicação, na Universidade de Brasília.

É também notável que todos os grupos/entidades relatados estão participando das Comissões Nacionais e Estaduais Pró-Conferência. Perguntamos, então, como mais coletivos, movimentos e indivíduxs podem ajudar na construção da Conferência Nacional de Comunicação? Um caminho é começar com a prática da Comunicação no cotidiano, seja em blogs, programas de rádio, manifestações artísticas ou produções audiovisuais independentes. E também ao participar das Comissões Estaduais Pró-Conferência, levando o debate para o cotidiano de sua comunidade. Para que a Conferência seja de fato participativa ela deve ser, antes de tudo, constituída de pessoas com vontade de transformação social.

Procure se informar quando e onde ocorrem as reuniões das Comissões Estaduais Pró-Conferência. Entre também no site da Comissão Nacional Pró Conferencia em www.proconferencia.com.br e envie e-mail para proconferencia.com@gmail.com para saber mais informações, contatos e conteúdos.

Esse é um convite construído colaborativamente pelos seguintes grupos:

Projeto de Extensão Comunicação Comunitária - COMCOM/UnB

www.unb.br/fac/comcom

Projeto Dissonante - faça-rádio-web-você-mesmo

www.dissonante.org

Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação - ENECOS

www.enecos.org.br

Rádio Ralacoco - livre com princípios comunitários

ralacoco.blogspot.com

Projeto SOS Imprensa

www.unbr.br/fac/sos

Diretório Central dos Estudantes da UnB

www.dce.unb.br

Atenciosamente,

Angélica Elisa Sonaglio

"Ninguém é tão grande que não possa aprender, e nem tão pequeno que não possa ensinar."

Mudanças Climáticas

No último dia 28, assisti a mesa redonda DESENVOLVIMENTO E MUDANÇAS CLIMATICAS, dentro da programação da XXX Semana da Geografia – I Simpósio de Geografia do Cone Sul, realização da Universidade federal de Santa Catarina. Participou da mesa, entre outros membros, o cientista Luiz Carlos Molion. O polêmico pesquisador que questiona o aquecimento global antropico, afirmou que a Terra entrará em um período de resfriamento global, os dados que usa como fontes são análises das atividades solares e resfriamento do oceano pacífico interpretadas por mais de três séculos. Esclareceu uma série de fenômenos naturais ocorridos no último século que evidenciam suas afirmações.

O professor da UFAL apontou diversos aspectos sobre as alterações climáticas, e comentou brevemente o surgimento de novas tecnologias, entre elas: carro movido a ar comprimido e sistemas de dessalinização de águas.

O cientista ainda realçou que o equivoco mundial a respeito do aquecimento global, atinge proporções maiores quando a farsa ou omissão de informações é reproduzida por professores do ensino fundamental e nos materiais didáticos distribuídos nas escolas.

Outro aspecto destacado durante sua palestra, e que nos interessa neste blog, é o papel da mídia neste tempo de mudanças. De acordo com o cientista, a mídia atualmente defende interesses economicistas, que limitam suas informações. Ainda de acordo com ele, esse papel da mídia favorece o neocolonialismo, em outras palavras o colonialismo contemporâneo, que domina através de tecnologias e finanças. O atual papel da mídia, deve ser o de investigação das informações!

Algumas atitudes urgentes são: desmistificar as informações a respeito do CO2, o buraco na camada de ozônio e o aumento do nível dos oceanos; desmascarar atividades que agridem o ambiente e a saúde humana, mesmo que isso vá de encontro ao interesse de grandes empresas. Além de despertar o pânico mundial, a respeito das previsões climáticas fundadas em estudos lineares, que não incluem as mudanças ocorridas ao longo da vida do Planeta, este posicionamento da mídia peca por não preparar para adaptação humana neste novo cenário climático.

A ênfase dos nossos problemas ambientais não deveria ser no aquecimento global, e sim no nosso (ab)uso dos recursos naturais que serão essenciais assim como sempre foram , fato que vem sendo ignorado por nossa cultura capitalista, como também na produção de alimentos, pois devemos estar atentos ao que a Terra irá oportunizar para garantir nossa fonte de vida. A mídia também deveria atuar como prevenção de riscos de acidentes ambientais causando até mesmo impactos irreversíveis nos recursos naturais e na saúde humana.

Outro papel essencial da mídia é denunciar as principais causas de desastres ambientais, que na verdade refere-se à ocupação do solo, ou, se preferir, planejamento do território urbano. As áreas que foram afetadas, na grande maioria dos casos, são áreas que há muito tempo sabem-se, não deveriam ser ocupadas, como encostas de morros e proximidades de rios e praias.

A vida humana se desenvolve por meio da comunicação, temos o papel fundamental de levar informações e promover a discussão de novas políticas socioambientais.

Divulgação de Evento


Aproveitando o assunto da postagem anterior, quem tiver interesse em se interar mais a respeito das discussões sobre o tema cultura e sociedade, não perca este evento:

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e da Diretoria de Relações Internacionais, vai realizar, em Belo Horizonte, o Seminário Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção tendo como objetivo divulgar e debater o conteúdo e desafios da Convenção da Unesco sobre a Proteção e aPromoção da Diversidade das Expressões Culturais, da qual o Brasil é signatário, juntamente com outros 97 países.

Os debates do Seminário, que acontecerá nos próximos dias 03 e 04 de junho, serão integralmente transmitidos ao vivo pelo website http://webconf.rnp.br/minc Como as inscrições para a participação presencial já estão esgotadas, a transmissão on-line será uma ótima opção para aqueles que não poderão estar presentes no auditório do Espaço Imaculada. Por meio do acesso ao endereço acima nos dias 03 e 04 de junho, os internautas poderão, inclusive, enviar comentários e perguntas aos palestrantes. Acesse aqui o blog do Seminário e saiba mais informações!

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 3316-2129

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

30 de maio de 2009

Promoção da Cultural Local

Atualmente, esboço um projeto de pesquisa na área de sociologia, através do Núcleo Transdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenado pelo professor Paulo Freire Vieira. Através do núcleo de pesquisa, também se busca desenvolver ações educomunicativas, incluindo a produção de um filme que será exibido no próximo evento do fórum, ainda sem data definida.

A partir da minha participação neste grupo multidisciplinar, composto por parcerias como a Epagri, o Rimisp e o Fórum da Agenda 21 de Ibiraquera, o Centro Comunitário de Ibiraquera, principalmente com a contribuição das lideranças locais como a Cidinha e o Sr. Anastácio, despertei para fenômenos essenciais no processo de conservação ambiental.

Destaco a promoção da cultura local. Não somente pelo que se verifica na prática, a teoria também indica que o fenômeno cultural é de extrema relevância no desenvolvimento das comunidades. Podemos ampliar isto aos objetivos de percepção ambiental e fortalecimento social.

De acordo com meu planejamento, teremos muitas oportunidades de compartilhar estas novas idéias que logo mais serão postas em prática. Hoje gostaria apenas de ilustrar com um evento que aconteceu no dia 18 de Abril. A Oficina Preparatória para o V Evento do Fórum da Agenda 21 de Ibiraquera: A riqueza, o canto e o encanto da nossa cultura.

Este encontro reafirmou o compromisso dos cidadãos do local, e o mais importante, de maneira eficiente. O resgate e o incentivo cultural aliado à disseminação e instrução de práticas ambientais, como coleta de água de chuva e ciclo de bananeiras apresentados neste evento, estimula a participação local e traz aos eventos ambientais um clima de superação de problemas!


22 de dezembro de 2008

Conservação de Áreas Verdes nos Centros Urbanos

Nos dias 15 e 16 de dezembro, participei do I Seminário Internacional de Reservas da Biosfera em Ambientes Urbanos, realizado em Florianópolis/SC.

Com o objetivo de discutir, estimular e orientar a conservação de áreas verdes nas cidades e, principalmente na capital catarinense, o evento contou com a participação de autoridades locais e internacionais, entre eles, Miguel Clusener (Coordenador Geral do Programa MAB – UNESCO), Ruben Pesci (Presidente da Fundação CEPA), Clayton Lino (Presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica), e representantes do governo.

Durante o evento foram expostos cases como o cinturão verde de São Paulo. As construções de grandes empreendimentos e casas em encostas de morros e a abertura de rodovias em meio a áreas verdes foram apontadas pelos palestrantes como impactos negativos do crescimento desordenado das cidades. O quadro abaixo apresenta aspectos sociais, econômicos e ambientais dessa relação entre cidades e natureza.


O movimento de conservação da biosfera nas cidades, criado a partir do programa da Unesco, o MAB (Man and Biosfery – Homem e a Biosfera), produz conhecimentos científicos que norteiam as ações dos responsáveis pela gestão dos recursos naturais. A elaboração inclui a participação de pesquisadores, planejadores, responsáveis pela gestão de recursos naturais e populações afetadas. “Seu objetivo geral é obter, tanto a partir das ciências exatas e naturais como das ciências sociais, as bases necessárias para o uso racional e a conservação dos recursos da biosfera, e a melhora das relações globais entre o homem e seu meio ambiente, assim como também para prever as repercussões das ações presentes sobre o mundo de amanhã, pondo assim o homem em melhores condições para administrar de maneira eficaz os recursos naturais da biosfera." (UNESCO 1971)

Incentivar e promover o contato do homem com ambientes naturais faz parte do processo de conservação. Conhecemos a natureza apenas por inscrições em rótulos dos produtos nas prateleiras do supermercado. A dificuldade em estimular a preservação do que não se conhece decorrente da privação crescente de contato direto com a natureza sofrida por populações dos centros urbanos, tem influência no grau de consciência e da participação destes nas ações.

Ao final do evento foi criada uma rede ibero-americana de proteção da biosfera, com o objetivo de auxiliar na divulgação e implementação da conservação das áreas verdes em centros urbanos, fortalecendo grupos de diversos países e difundindo informações que contribuam com suas ações.

Iniciativas como essa já são reconhecidas e implementadas em outras regiões do mundo, por exemplo:

- Na França, as chamadas Ville Durable, Vilas Sustentáveis, com princípios no desenvolvimento sustentável e que contemplam aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais pautadas num urbanismo ecológico

- Na cidade de Montreal, o eco-quartier consiste em um organismo responsável que promove a educação, informação e mobilização os cidadãos do seu distrito. Tem como objetivos a promoção da eco-cidadania Montreal de hábitos de vida, apoio às preocupações ambientais dos cidadãos, melhorar a limpeza dos bairros Montreal, embelezar a paisagem urbana, o enriquecimento do patrimônio vegetal da região.

Particularmente, considero urgente a discussão interdisciplinar e, acima de tudo incorruptível, sobre a maneira pela qual as cidades são desenvolvidas. Estes desastres ambientais no estado onde resido (Santa Catarina), são não somente tristes e alarmantes, mas resultado de um desenvolvimento urbano que desobedeceu aos limites entre a natureza e a civilização. É de conhecimento público a barganha de licenciamento ambiental, permitindo construções em locais sujeitos a inundações. Todos nós, por sermos coniventes e passivos a muitas destas irregularidades, também somos um pouco responsáveis, e na busca por exercer a solidariedade pelos mais afetados nas catástrofes, devemos repensar nossas atitudes sociais, assim como também a falta de atitude.

Para finalizar, existem dois eixos em que a comunicação tem papel fundamental e que gostaria de destacar aqui.

O primeiro é na coordenação de redes, na abertura e manutenção dos canais pelos quais essa vai se comunicar. Não é uma tarefa simples, pois muitos de seus participantes são profissionais envolvidos com outras grandes instituições e possuem suas agendas de compromissos cheias. Portanto, a estratégia deve incitar a participação dos envolvidos. São diversos os meios de comunicação utilizados, como internet, jornais impressos e eventos.

A outra linha com potencial para desenvolver a comunicação, refere-se a integração dos três principais públicos envolvidos no processo de conservação em ambientes urbanos. O quadro abaixo indica a necessidade de estabelecer meios de integração entre diferentes grupos.


Conclui-se que é fundamental executar atividades de comunicação que promovam o diálogo e a troca de informações em busca de um consenso que vá ao encontro da sustentabilidade.

3 de outubro de 2008

REVELAÇÕES SOBRE O CONTINENTE GELADO E SUA GESTÃO AMBIENTAL



A Península Antártica (ou Antártida), exerce uma função essencial para a manutenção do clima global e das correntes oceânicas. É também reconhecida internacionalmente como laboratório natural, fonte de informações e espaço para observações.

O continente é uma região de cerca de 14 milhões de km, 98% cobertos por gelo, exceto por algumas zonas de elevado declive nas cadeias montanhosas. O gelo forma as plataformas, ou banquisas, que se estendem em direção ao mar e quando se desprendem são os chamados icebergs.
Setenta por cento da água doce da Terra estão nessa região. Apesar disso, ela é considerada o maior deserto do planeta em razão do nível de precipitação anual ficar entre 30 a 70 mm, enquanto que em regiões brasileiras do semi-árido como no Nordeste e Sudeste a média é de cerca de 750 mm.
As espécies animais encontradas no local são compostas por lulas, baleias, focas, pingüins e aves como albatrozes e petréis. Para todas elas, o krill é uma importante fonte alimentar. Sua variedade de plantas também é limitada entre espécies de musgos e hepáticas. As condições climáticas locais são tão rígidas (recorde de frio -88oC), que também impossibilitam a formação de uma população humana em caráter permanente, sendo seus moradores temporários os cientistas e pessoal de apoio.

James Cook foi o primeiro navegador a atravessar o continente em 1773, porém somente em 1821 é que aportou o primeiro navio. O século XIX também é marcado por intensa atividade dos baleeiros.

Em janeiro deste ano, eu trabalhava no navio Star Princess, e essa foi a primeira vez que esse navio visitou a região.


Antártida e Gestão Ambiental
A Companhia Marítima Princess Cruises implantou uma série de procedimentos para cumprir com as leis e normatizações de proteção ambiental do continente antártico. Entre elas, a empresa realizou uma palestra para todos os tripulantes, com o objetivo de sensibilizar todos envolvidos durante a passagem pela Antártica. A essência deste blog sempre foi a importância da sensibilização dos envolvidos no processo de implantação de ações de preservação ambiental. Nesta situação o que me instigou foi que me vi do outro lado da minha linha de pesquisa. Por tantas vezes, observei e analisei para quem e de que maneira são elaboradas essas palestras, e desta vez me vi na platéia e com objetivos bem diferentes. Ali eu era uma funcionária que nada tinha a ver com o setor ambiental do navio. Era apenas mais um membro da tripulação, e como tal assistiria uma única palestra através da qual a companhia objetivava sensibilizar para que nos próximos dias eu viesse a cumprir todas as diretrizes ali expostas como: redução de despejo de lixo, cancelamento de lavagem de roupas, banhos rápidos, verificação se passageiros e outros tripulantes estavam cumprindo as normas. Inclusive, deveria notificar o oficial responsável caso, por exemplo, alguém ferisse um animal ou jogasse uma ponta de cigarro no mar.

Ainda pensando nas minhas atividades no Brasil, fui mais além e consegui informações que elucidaram a base das diretrizes e normas estabelecidas, com o intuito de entender como funciona a gestão ambiental do continente mais misterioso, intocado e relevante do nosso planeta e o que ele pode nos ensinar dentro da gestão ambiental de lugares ainda preservados e de relevância ambiental.

O que percebi é que, constitui-se de um conjunto de instituições que delimitam e definem diretrizes, normas e leis em diferentes aspectos. A seguir, estão destrinchadas quais são elas e suas principais atividades relacionadas a gestão ambiental do continente.

1. Tratado da Antártica
O tratado estabelece o quadro jurídico internacional para a gerência de Continente Antártico, visando assegurar a proteção do local, reconhecendo as oportunidades originais para a monitoração e a pesquisa científicas de importância regional e global. O protocolo desenvolvido pelo grupo consiste em 27 artigos e em 5 anexos, que propõem princípios de conservação para a área e definem estritamente como as atividades devem ser conduzidas.
Entre alguns acordos definidos pelo tratado estão:
- Limitação das reivindicações territoriais de modo que tais reivindicações não sejam reconhecidas, disputadas e estabelecidas;
- Estabelecimento das condutas aceitáveis para incluir somente atividades pacificas, investigativas e de cooperação especificamente científicas entre nações;
- Proibição de explosões nucleares e deposição de radioatividade desperdiçada.
- Relatórios anuais das atividades: Todas as companhias de navegação que circulam pela área devem elaborar um plano de avaliação com cópias para todos os membros do conselho, sujeito a comentários. Este plano deve incluir inspeções prévias com relatório, oficiais experientes e treinados, treinamento com os demais, gestão de resíduos, procedimentos em caso de emergência, disseminação de informações continentais.


2. Ato Antártico da Conservação (ACA)
O ACA é administrado pelo National Science Foundation (NSF), uma agência do governo dos E.U.A. Determinados empregados do NSF, em Continente Antártico, são designados oficiais da aplicação, e são responsáveis para assegurar a conformidade com regulamentos. Eles geram autorizações e realizam as inspeções e apreensões das violações identificadas.
Algumas das penalidades civis e criminosas definidas (sujeito à prisão e multa) são:
- Captura de mamíferos, de pássaros ou de plantas nativas;
- Interferência prejudicial aos mamíferos, pássaros ou plantas;
- Entrada em Áreas de Proteção Especial da Antártica (ASPA);
- Introdução de espécies de outras regiões do planeta;
- Introdução de substâncias designadas como poluentes;
- Descarga ou eliminação de poluentes;
- Importação de artigos antárticos.


3. Associação Internacional de Antártida Turismo Operacional (IAATO)
A IAATO foi formada em 1991, com o objetivo de promover e praticar o turismo de segurança e responsabilidade ambiental na Antártica. A organização estabeleceu diretrizes e procedimentos para a proteção do ambiente local, que todos os membros (embarcações, oficiais, equipe de funcionários e turistas) devem estritamente cumprir.
Fornecem diretrizes de funcionamento padrão a fim minimizar o distúrbio dos animais selvagens e proteger cetáceos e aves marinhas, ao assegurar uma experiência de observação da qualidade máxima pela observação responsável, assegurando-se de que os testes padrões normais da atividade diária e sazonal dos animais sejam mantidos.


4. Convenção para a Prevenção da Poluição de Navios (MARPOL)
As provisões do MARPOL da Dinamarca estendem-se dentro da área Península Antártica, a menos que substituído por umas exigências mais estritas do Tratado Antártico ou do Ato Antártico da Conservação.


5. Princess Cruises - Sistema de Gestão e Segurança
A companhia desenvolveu, para todos seus navios, regulamentos que continuam a aplicar-se às embarcações na área Antártida, a menos que substituídos ou acrescidos por regulamentos internacionais ou pelos regulamentos dos E.U.A:

• ENV.0. 1 Padrões ambientais no mundo inteiro para cruzeiros
• ENV.3.1 Plano da gestão de resíduos
• ENV.3.3Plano de gestão dos resíduos perigosos

Entre as suas atividades de minimização da poluição para Antártica estão:
- Cancelamento das atividades de manutenção externa;
- Cancelamento do uso de mercadorias descartáveis nos decks abertos;
- Não é permitido fumar em plataformas abertas (inclusive passageiros
- Não é permitido lavagem da plataforma;
- Não é permitido baixar barcos na água;
- Manutenção de patrulha para auxiliar passageiros na eliminação de lixos e cuidados com objetos que possam vir a cair no mar;
- Fechamento das quadras e armazenamento dos materiais desportivos das áreas externas.




Identificam-se dois aspectos que contribuem para a formulação, cumprimento e fiscalização das diretrizes e normas ambientais na Península Antártica, assim como as penalidades atribuídas às inadimplências.
Primeiramente, o difícil acesso ao continente permite o isolamento geográfico da área conseqüentemente reduz o número de grupos exploradores, numa escala menor isso pode ser observados em outras áreas.
O segundo aspecto refere-se a sua importância na manutenção climática global, pois mesmo os exploradores tendem a ter uma certa cautela ao atuar na região.


“Pense globalmente e haja localmente”
Podemos refletir sobre os diversos aspectos desta postagem e nos empenharmos em buscar soluções nas nossas localidades. Os caminhos são diversos, como identificar áreas ainda preservadas, de difícil acesso, analisar suas maiores potencialidades cientificas, e os principais motivos pelos quais elas devem ser preservadas (neste caso, verificar a existência de espécies endêmicas sempre atribui pontos favoráveis neste sentido).

O esforço coletivo para buscar soluções na área de pesca e turismo também pode ser levantado aqui. Instigar diferentes grupos a discutir as diretrizes e normas existentes, aprimorá-las e criar novas com base em resultados de pesquisas desenvolvidas e conhecimento das comunidades locais. A agenda 21 e órgãos municipais, por exemplo, são extremamente decisivas neste processo. Os resultados alcançados promovem um ambiente seguro e saudável, conservando também suas belezas e características naturais, sendo positivos para moradores, empresas e turistas que buscam lugares com qualidade ambiental para desfrutar suas horas de lazer.

A base da questão é, não somente a Antártida é importante na conservação do clima global, claro ela é indiscutivelmente mais importante devido a uma série de características como já foi falado, mas frente ao estágio do aquecimento global em que nos encontramos, qualquer esforço que venha inspirado no modelo que se tem no continente gelado, vai também ser relevante no contexto local e até mesmo global. Sabemos, por exemplo, que o desmatamento na Amazônia afeta a pluvialidade no interior de Santa Catarina.

Dois princípios que estão em alta, o turismo educativo e monitorado e a pesca regulamentada, para evitar atividades abusivas como pescas feitas com explosivos. Informações divulgados pela MARPOL ou IAATO podem servir de diretriz na elaboraçao de planos locais em turismo e pesca.

Para encerrar, a quem se interessou pelo tema, listei alguns links que certamente podem ser utilizados, não somente para entender mais a respeito da nossa realidade nacional no que diz respeito à pesca e turismo, mas também no desenvolvimento de projetos junto às entidades que elaboram normas e diretrizes, muitas vezes pautadas em pesquisas científicas e em prol da sustentabilidade.


http://www.ibama.gov.br/recursos-pesqueiros/ Vale muito a pena conferir legislação e também o site so CEPSUL (Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (CEPSUL) órgão que visa identificar alternativas potenciais às pescarias com menor impacto sobre o meio.
http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=18 Agenda 21
http://www.turismo.gov.br/ Projetos na área de turismo.
http://www.ibama.gov.br/zoneamento-ambiental/areas_prioritarias/ Soldadinho foi eleito como um alvo para a conservação do bioma Cerrado


De volta ao Brasil.


Minha temporada de trabalho em cruzeiro marítimo encerrou em meados de junho, desde então, venho coletando informções atuais para retomar minhas postagens.
Atualmente residindo na ilha de Florianópolis em Santa Catarina, busco me integrar aos grupos de pesquisas e atividades ambientais locais. A Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC - tem sido essencial para isto, pois lá são promovidos eventos que abordam a temática ambiental. Desde que cheguei aqui participei de muitos deles, inclusive da reunião do conselho gestor da APA da Baleia Franca. Aos poucos trarei as informações mais relevantes que eu recolher neste meu processo de me interar do que vem acontecendo nestes últimos meses.

Tenho, também, novidades trazidas da minha viagem. O navio no qual trabalhei passou por diversos países, mas destacarei a Península Antártica e Alaska, devido ao enorme potencial para debater o tema.

Antes de iniciar as postagens sobre a viagem, ressalto dois dos eventos que presenciei na UFSC.

A Mostra “FICA na UFSC” de cinema ambiental. Realizada em agosto, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e da Agência Goiânia de Cultura Pedro Ludovico Teixeira, e dirigido por Leandro Belinaso Guimarães. O evento foi resultado da 10ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), realizado sempre no mês de junho em Goiás.
Os filmes que mais me chamaram a atenção foram:
· THE JUNGLE BEAT: batida na floresta (Adrian Cowell, Reino Unido / Brasil) – Documentário sobre a atividade madeireira x IBAMA de Mato Grosso, dando destaque para um funcionário chamado Valmir que tem enfrentado situações de risco para proteger o que é de todos nós.
· DELTA, OIL’S DIRTY BUSINESS (Yorgos Avgeropoulos – Grécia)– Documentário sobre a atividade petrolífera com enfoque nos prejuízos comunitários e ambientas de uma empresa que simplesmente ignorou estes aspectos negativos e a guerrilha resultante desta situação.
No mesmo período, destaco a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, que em mesa-redonda debateu o tema ´Ecologia e problemas ambientais`, tendo como palestrantes a procuradora da república em Santa Catarina Ana Lucia Hartmann, o professor da Unicamp Thomas Lewinsohn e o professor da UFSC Danilo Wilhelm Filho.
Dois assuntos levantados durante o evento referiam-se ao caráter cientifico das universidades, na metodologia de formação de profissionais da área, levando em consideração saídas de campo e produção cientifica. O outro assunto, abordou o licenciamento ambiental. De acordo com a procuradora "parte dos empresários do Estado quer simplesmente ocupar os espaços e construir sem nenhuma preocupação com o que está deixando para trás" (http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_276709.shtml ).
A discussão foi alicerçada no equilíbrio entre o desenvolvimento e a conservação.
Na próxima postagem revelarei algumas informações a respeito da gestão ambiental na Península Antártica, o continente gelado.

29 de novembro de 2007

Despedida

Estou de partida para os EUA para embarcar no navio, portanto este blog ficará um período sem atualizações, mas espero que os textos já postados ajudem a todos a esclarecer algumas questões sobre Relações Públicas e meio ambiente. Enquanto estiver lá vou buscar o máximo de informações possíveis paratrazer muitas novidades!

Boas festas de final de ano! Até mais...

Juliana A. Clementi

20 de novembro de 2007

Crises na Imagem Pública

No último dia 27 de outubro estive presente em mais uma reunião do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca. Um dos assuntos tratados nessa seção chamou a minha atenção de modo especial: a difamação da imagem pública.
Em qualquer setor, inclusive em nossas vidas particulares, enfrentamos e/ou vemos outras pessoas ou instituições enfrentarem calúnias e boatos. Porém, observo cada vez mais que projetos ambientais e líderes ecologistas, a principio vistos com reputação irrefutável, enfrentam constantemente este tipo de insolência.
Claro que, algumas vezes, os fatos correspondem às evidências levantadas. No entanto, há pessoas ou organizações que, embora fundamentais no processo de conservação de regiões ou espécies de seres vivos, e com longo histórico de luta pela preservação da natureza, vêem-se enroscados em uma rede de acusações das quais não conseguem sair sem terem sua imagem arranhada e sua luta desgastada. Felizmente, podemos verificar que uma crise também representa uma oportunidade, até mesmo para fortalecer e fomentar uma causa ambiental.
De acordo com Heloiza Matos “Apesar do potencial contemporâneo das mídias, o público continua a buscar – e receber – informações através de meios informais: o boca-a-boca, a conversa informal, o ouvir-dizer, o boato em si. A emergência de novas mídias em tempo real, ao invés de suprimir os boatos e qualificar as informações ditas verdadeiras, contribuiu para tornar esse fenômeno ainda mais especializado“ Ainda de acordo Matos “O que sobra é o registro do fato consumado e, no caso do boato, os rastros deixados nas pessoas, empresas ou instituições afetadas pela sua aparição”

Quando retornei de Imbituba, comecei a pesquisar o assunto na internet, e encontrei um caso atual que está acontecendo no Paraná. A ex-chefe do escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP ), Elma Romano, foi presa em Curitiba. Segundo o site Portal do Meio Ambiente “Ela é acusada de chefiar um esquema de venda de licenças ambientais ilegais para corte de araucárias. Mas a rede de ONGs que trabalha no estado acha estranha a acusação e a prisão de Elma. Segundo eles, Elma teria passado os últimos 30 anos enfrentando as grandes madeireiras, os fazendeiros e os políticos do estado ligados à devastação. Agora, estaria pagando o preço por isso.”

Diante desta situação e outras semelhantes , uma dúvida lateja: se há anos estes projetos ou os lideres existem, como são afetados por boatos?
A imagem pública é inconstante, depende muito dos públicos que a vêem, de suas necessidades, de interesses oponentes que agem como adversários na sua construção. Ela varia de acordo com o contexto político, social e econômico aos quais estão inseridas.
Para Eugenia Rigitano “A imagem pública de alguém se configura como a maneira como um público imagina que esse alguém seja, o que esse alguém parece ser a esse público. Então, duas coisas são importantes de se ter em mente: a) a recepção (o público) não trabalha no vazio; b) uma imagem pública não é algo imutável. Ligado a isso, vale destacar que a construção de uma imagem pública passa não só pelo que se fala. É também o que se faz (produzindo fatos-noticiosos irresistíveis aos media) e a forma como se apresenta (já que a imagem visual é a primeira que se tem). Além disso, é necessário considerar as imagens dos outros atores do campo político, os media, as assessorias, os institutos de pesquisa, etc.” Ainda de acordo com a autora, “os responsáveis pela construção e manutenção das imagens públicas recorrem, cada vez mais, às pesquisas, principalmente as qualitativas”.
No campo das Relações Públicas, a Lei Nº 5.377 (11 de Dezembro de 1967), considera entre suas atividades específicas: a coordenação e planejamento de pesquisas de opinião pública, para fins institucionais; o planejamento e execução de campanhas de opinião pública.

A aplicação de pesquisas de opinião pública permite identificar o contexto e a imagem que é acreditada pelos receptores, atualmente esta estratégia é utilizada para formar imagens públicas positivas. Ressalto que, devemos agir eticamente, ou seja, não criar modelos de projetos e lideres ecologistas, mas fornecermos subsídios aos nossos clientes contribuindo para uma leitura e visão fiéis ao meio no qual estão inseridos, promovendo de maneira eficaz sua imagem pública. O profissional de Relações Públicas deve zelar por esta imagem, em um momento de crise, irá defendê-la por meio do planejando de ações que esclareçam os boatos.
Para finalizar, observe estratégia proposta por Neves (1998, p.67)
1. Apurar os atributos positivos e negativos. Isto pode ser conseguido através de pesquisas, feedback, observações, focal groups etc;
2. Entendê-los em profundidade. Vale dizer, analisar as percepções segundo os públicos que a produziram, comparar com a realidade, descobrir os gaps;
3. Estabelecer programas para fechar os gaps. (lacunas da imagem)
Tornar a imagem uma aliada num momento de crise vai depender da habilidade do profissional, da colaboração do cliente e das ações de comunicações anteriores à crise. É possível contornar boatos, mas como sempre, o ideal é investir em ações que criem um conceito sólido a respeito dos ideais da instituição/ pessoa, com base na aproximação do cliente com os públicos–alvo e na sondagem dos diferentes contextos da opinião pública. E lembre-se sempre, muitas vezes uma crise representa uma oportunidade, até mesmo para levantar a bandeira a favor de uma causa ambiental.
Até mais,
Juliana A. Clementi
_____________________________________
http://www.rp-bahia.com.br/heloizamatos.htm
http://www2.portaldomeioambiente.org.br/news//not1.php?id=1263
http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/outrasareas/comunicacaoecidadania/0234.pdf
NEVES, Roberto de Castro. Imagem empresarial: como organizações (e as pessoas) podem proteger e tirar partido do seu maior patrimônio. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.

1 de outubro de 2007

Construção Civil e Meio Ambiente

O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS, criado em abril de 2007, tem a finalidade de disseminar informações, orientar critérios, metodologias e certificações para a engenharia civil e áreas afins.

Entre suas atividades estão: publicações e boletins informativos; produção de referências técnicas; organização de seminários, conferências e missões técnicas e promoção e facilitação da formação de redes e parcerias entre os agentes da cadeia produtiva, governos e entidades afins.
Atualmente, existem muitos exemplos da inserção da conservação ambiental a construções civis. A permacultura, criada na década de 1970 pelos ecologistas australianos Bill Morison e David Holmgren, tem como principal meta a sustentabilidade ecológica e estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos. A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia.
As técnicas da permacultura estão em constante aprimoramento e podem ser aplicadas não somente pelas empresas de construção, como também por qualquer pessoa que tenha interesse, pois, são de fácil acesso e grande diversidade. Ao contrário do que muitos pensam, garantem sim a comodidade a qual estamos habituados, sem deixar de lado a preservação do meio ambiente.

Outro exemplo é o projeto é ambicioso da Ecópole, que será a primeira cidade ecológica do mundo, ironicamente localizada na China, prevista para inaugurar em 2020.
O projeto prevê entre outras coisas:

- Construção de prédios de no máximo 6 andares para evitar o uso de elevadores e bombas d’água. A incidência da luz natural e circulação de ar são consideradas a fim de reduzir o consumo de luz e ar condicionado.

- Extinção do o centro e periferias e adoção de um sistema com base em pequenos núcleos urbanos, reduzindo a necessidade de carro.

- Coleta seletiva de esgoto (assim como nos navios), sendo que o esgoto cinza será tratado separadamente do esgoto preto.

- Produção de gás para fogões e aquecedores residenciais através do lixo orgânico.

- Produção de alimentos em fazendas próximas a cada núcleo urbano, reduzindo a utilização de transportes e fertilizantes.

O projeto da Ecópole tem inspirado outras cidades como Londres, onde o prefeito Ken Livingstone pretende criar uma área de emissão zero de CO2 na capital.

Embora estes projetos ainda pareçam distantes da realidade da maioria das pessoas, acredito que assim como tantos outros setores que adotaram a gestão ambiental rapidamente, a construção civil tende a dar um grande avanço neste sentido, principalmente depois da criação do conselho.

Mesmo antes da elaboração de soluções inovadoras em materiais e equipamentos, as construtoras podem, desde já, implantar diversas ações com a finalidade de reduzir seus impactos. Primeiramente é preciso esclarecer e estimular os responsáveis por estas construtoras, escritórios de arquite
tura e afins, a inserir a gestão ambiental em suas edificações. Portanto, as futuras construções, a exemplo da Ecópole, podem, no mínimo, levar em consideração a incidência de luz e circulação de ar. Os trabalhadores da construção são essenciais neste processo, pois devem compreender e respeitar as normas estabelecidas, entre elas a redução do desperdício de materiais, do uso da água e de eletricidade e da separação do lixo, etc.

Então colegas RPs, mais uma vez, espaço para projetos e muito trabalho não falta, mãos à obra!!

Até mais.


Juliana A. Clementi

3 de setembro de 2007

PLANET PRINCESS: Gestão Ambiental em Cruzeiros Marítimos

O turimo em cruzeiro marítimos cresce a cada ano, são vistos como resorts flutuantes e oferecerem diversos atrativos como pistas de golfe e atletismo, piscina com ondas, cassinos, discotecas, etc. Além de usufruir de todas os atrativos oferecidos, o turista também tem a oportunidade de conhecer vários locais, e até diferentes países, em uma única viagem. Outros fatores têm alavancado a procura por este tipo de viagem, por exemplo, o caos aéreo. A Indústria dos Cruzeiros continuará crescendo mundialmente a um ritmo acelerado nos próximos cinco anos, tendo em conta que as companhias de cruzeiros seguem investindo em uma maior capacidade e abrindo novos mercados.

Mas assim como indústrias de outros setores, as indústrias de cruzeiros também causam impacto no meio ambiente. Por exemplo:
· Desperdício perigoso de líquidos ou solventes de limpeza; produtos químicos usados para revelação de fotografias; lâmpadas fluo
rescentes ou do mercúrio de vapor; e determinados tipos de tintas, de medicinas e de baterias.
· Lixo produzido;
· Destinação da água cinzenta (dos chuveiros, da lavanderia, dos salões, das cozinhas, etc) e da água preta (banheiros);
· Emissões de gases no ar;
· Combustível.

Para enfrentar estes desafios ambientais, as companhias cada vez mais investem na gestão ambiental, para cada navio são gastos em média por ano cerca de $2 milhões em novas tecnologias ambientais. As normas que devem ser implantadas são sujeitas às cidades, estados, países e regulamentos de instituições internacionais. Logicamente, não deve se poupar nenhum esforço, por parte das companhias, de ampliar suas ações em busca de reduzir seus impactos nos oceanos.

A Princess Cruises (empresa para qual estou indo embarcar como tripulante) é pioneira em programas de gestão ambiental para cruzeiros marítimos. Segundo afirma o presidente da empresa, Peter Ratcliffe, “Nós (Princess Cruises) fizemos um compromisso há diversos anos que essa nossa frota nunca disporia todo o desperdício em qualquer uma área ecologicamente sensível. Nós investimos pesadamente para pôr a tecnologia e as políticas no lugar, por isso tornaram-se os mais restritos padrões na indústria.”

Além de inúmeros procedimentos mecânicos adotados para reduzir seu impacto, como o investimento de $4.5 milhões para desenvolver uma facilidade para durante os dias de visita nos portos do Alaska, os navios poderem fechar seus motores, cortando desse modo emissões de gases quando no porto, a Princess Cruises tem um amplo programa que abrange diversas outras ações de preservação ambiental, o Planet Princess.

PLANET PRINCESS
Lançado em 1993, o programa é uma iniciativa detalhada desenvolvida pela companhia para preservar as áreas visitadas atualmente por seus passageiros, e para identificar áreas novas para a proteção ambiental.
Entre as principais ações estão:
Separação de lixo: Todos os navios possuem recipientes adequados para cada tipo de lixo produzido, identificados através de cores.
Dizendo não ao despejo: A companhia proíbe despejo de qualquer material nas áreas ecologicamente sensíveis, seguindo as regulamentações indicadas.
Pule para frente cortando por trás: O melhor jeito de evitar desperdício é produzindo menos.
Desperdício de água: A companhia conta com um moderno tratamento das água preta e cinza, nada prejudicial é jogado no mar.
Prevenção de derramamento: A Princess monitora e elimina a descarga de óleo de cada navio 24 horas por dia e tem um plano de emergência em caso de derramamento.
Minimizando nosso impacto: A companhia criou procedimentos e normas específicas para atividades relacionadas a balões, flâmulas e golf.
Desperdícios perigosos: A emissão e desperdício de gases CFC’s estão sendo eliminados dos equipamentos de refrigeração dos navios. Os sistemas que utilizam CO2 também estão sendo convertidos para combustível adquiridos com supressão do fogo.
Conservação da água: Aproximadamente 90% da água utilizada dentro dos navios são desalinizadas do oceano, mas o procedimento requer o uso de combustível . Por isso, estimulam o máximo de aproveitamento da água utilizada por todos.
Controle de Qualidade: O programa assegura a conformidade de todas as atividades requeridas. São realizadas inspeções pelos executivos da companhia, pelo departamento de conformidade ambiental e equipe de gerentes de cada navio.
Todos ganham a recompensa: A Princess Cruises foi a única companhia premiada nos prêmios: U.S. Coast Guard’s Admiral William M. Benkett; Smithsonian Magazine/ASTA; British Airways Turismo de amanhã. O sucesso de seu programa garante a proteção dos nossos oceanos, por isso a companhia continua investindo em novas tecnologias e matém continuamente seus navios de acordo com as regulamentações de meio ambiente.
Plano de Conformidade: todo tripulante participa de módulos de treinamentos com validade de um ano, que certificam que ele está ciente e apto para contribuir com todas as atividades estipuladas para a conservação ambiental.
Economia de energia: todas as cabines possuem uma indicação de que as luzes devem ser desligadas quando o passageiro se sair.

Todas as grandes linhas de cruzeiro já levaram pesadas multas e, face a essa tensão, precisam investir em sua “imagem verde” e buscar certificados como ISO 14001. Para mitigar qualquer ataque da opinião pública, também criam parcerias “estratégicas” com organizações ambientais.
Mais uma vez, o fenômeno da opinião publica aparece de maneira acentuada dentro da preocupação ambiental. Além de seus efeitos em caso de acidentes ambientais, a adoção dos procedimentos de meio ambiente das companhias necessitam de regras e regulamentações que devem ser cumpridas por todos os envolvidos. Normalmente, as normas apenas incluem os funcionários das empresas, mas no caso de cruzeiros marítimos, algumas normas abrangem os clientes de cada companhia. Por esta razão são criadas inúmeras estratégias de comunicação que estimulem a todos a participação e contribuição, sem que pareça uma obrigatoriedade.
É essencial preparar este profissional de maneira que possa atender a todas as emergências, pois este ramo de turismo possui uma série de situações de risco, e requer um profissional ágil e informado sobre estas.
Quando se trata da classe dos passageiros, o profissional de comunicação responsável pela área de meio ambiente deve trabalhar com sutiliza todas as ações voltadas para a implantação das normas, fazendo com que o cumprimento delas seja mais uma parte incorporada a singular experiência de viajar no mar.

21 de agosto de 2007

ARTE E NATUREZA

Estive afastada do blog nestes dois últimos meses porque participava de um processo de seleção para ir trabalhar em uma companhia de cruzeiros marítimos, da qual irei comentar sobre seu programa de gestão ambiental em uma próxima postagem.
Como fiquei sem postar algum tempo, para me reconciliar com todos, ofereço uma indicação valiosíssima: A exposição artística de Frans Krajcberg.

Na ida para São Paulo, em função do processo de seleção, reafirmei minha opinião de que a capital paulista possui um vasto acesso as mais diversas e criativas informações ambientais, no ano passado tive o privilégio de conhecer o projeto de uma casa sustentável com itens como uma pia de cozinha feita de tubo de pastas de dente, e o efeito era surpreendentemente bonito!

Nesta última estadia na capital, pude visitar a exposição Frans Krajcberg: Arte e Natureza no Banco Real da Avenida Paulista.
Frans Krajcberg é escultor, pintor, gravador e fotógrafo. O artista utiliza a arte para denunciar crimes ambientais. Sua militância em prol do meio ambiente é reconhecida inclusive internacionalmente, tem exposto suas obras em cidades como Paris, Oslo, Milão, Jerusalém, Roma, New York e Buenos Aires.
Sua matéria-prima é composta por restos de natureza destruída, como árvores queimadas. Do acervo disponível nesta exposição, a que mais me impressionou foi uma que nos remete a uma imagem agonizante de corpos humanos queimando contorcidos em volta de um fogaréu.
O integrante é que as obras não têm títulos que permite uma profunda reflexão e interpretação do visitante e inspira a propósito da importância da preservação da natureza.
A exposição no hall principal do Banco Real da Avenida Paulista em São Paulo vai até dia 31 de agosto, mas quem quiser conferir de perto as obras de Frans Krajberg pode visitar também a galeria no Jardim Botânico de Curitiba, onde estão expostas mais de 100 esculturas.

3 de julho de 2007

Resgate sobre RP Ambiental

Após diferentes postagens sobre o tema de Relações Públicas e meio ambiente, escrevi este texto, que faz um resgate sobre o tema, buscando identificar as diferenças, as oportunidades, os desafios e as contribuições nesta área.
A difusão da consciência ambiental, de modo global, ocorreu principalmente a partir do século XX. A ampliação dos sistemas e tecnologias da comunicação no período pós-guerra, impulsionaram as ações ambientais através da divulgação, conferindo papel fundamental a essa área da atividade humana.
Atualmente a questão ambiental é um dos temas mundiais mais importantes. Nos deparamos com ele em programas de rádio e tv, nos jornais impressos, na escola, nos locais de trabalho, etc. Somos estimulados a mudar nossos hábitos para nos adaptarmos a esta nova realidade.
Diante disso, os profissionais de comunicação podem adotar uma postura pró-ativa. Não se trata apenas de um compromisso pessoal com as causas ambientais, embora isto seja gratificante a nível espiritual, mas também de uma valorização do nosso papel dentro deste desafio contemporâneo.
Como Relações Públicas ambientais podemos atuar em diferentes esferas. A comunicação ambiental em empresas, indústrias, jornais, organizações governamentais, organizações não-governamentais, unidades de conservação, fundações de meio ambiente, entre tantas outras, fortalece a imagem das instituições vinculadas e fomentam a educação ambiental.
Dentre essas diferentes esferas de atuação, destacarei duas nas quais a definição e a implantação das estratégias de comunicação obedecem a demandas características muito diferentes:
RP ambiental de organizações privadas (empresas, industrias) - seu objetivo principal é obter a contribuição do público interno na busca por soluções e ações referentes às questões ambientais específicas daquela organização. Suas ações são verticais, pois obedecem as estratégias definidas dentro de diversos níveis hierárquicos. Os projetos de comunicação neste tipo de segmento recebem mais recursos financeiros e humanos, pois já estão estabelecidos dentro dos orçamentos das instituições.
RP ambiental de ONG’s e Unidades de Conservação - A comunicação ambiental parte de um grupo de pessoas para a sociedade e visa estimular as comunidades e instituições privadas a identificarem seus problemas ambientais e a buscarem soluções. Portanto, a comunicação é horizontal, proporciona o debate e a tomada de decisões de maneira igual para todos os envolvidos, permitindo que se tornem criadores do processo. Por abarcar diversos setores sociais seu contexto é muito mais amplo e delicado, pois existem muitos interesses particulares que devem ser considerados. Este tipo de comunicação também exige um esforço contínuo voltado para as campanhas de obtenção de recursos.
Mesmo diante dessas duas diferenças, nosso desafio profissional sempre será o mesmo: fazer com que as pessoas incorporem as informações ambientais nas suas ações cotidianas.
Atualmente, para um profissional de relações públicas é inevitável que em determinado momento ele deverá lidar com questões ambientais, pois mesmo quando trabalham em outras áreas das instituições, a gestão ambiental está cada vez mais presente dentro delas. Independente do caminho que desejar seguir, o RP deve possuir sensibilidade para buscar as informações mais relevantes para sua formação na área ambiental, e procurar interagir com diferentes profissionais da área buscando, através da multidisciplinaridade, o sucesso de seus projetos de comunicação ambiental.

21 de junho de 2007

A3P - Agenda Ambiental na Administração Pública

O programa Agenda Ambiental na Administração Pública, do Ministério do Meio Ambiente, comemorou a Semana do Meio Ambiente oferecendo inúmeras palestras para instituições que aderiram o projeto, por exemplo, a Caixa Econômica Federal (CEF) Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e outras que estão em fase de análise da implantação do programa como as Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). As palestras tiveram a finalidade de informar aos envolvidos as mudanças nas políticas de cada instituição para adaptá-las aos princípios da responsabilidade socioempresarial ou sobre outros temas relevantes dentro da área ambiental como aquecimento global.
O governo é um grande consumidor de recursos naturais nas suas atividades cotidianas. A rede A3P foi criada em 2005, com a finalidade de sensibilizar os gestores públicos sobre as questões ambientais e sugerir um programa de gestão ambiental específicos para estes. Assim como qualquer outro programa de gestão ambiental esta agenda ambiental promove economias financeiras por meio da redução de gastos institucionais alcançadas com o estímulo coletivo do uso racional de recursos e reaproveitamento de resíduos. Também semelhantes aos programas de gestão ambiental a A3P depende do engajamento e comprometimento dos indivíduos envolvidos no seu processo de minimização impactos negativos das atividades do governo, o programa prevê uma série mitigações para reduzir o uso de recursos naturais por meio de programas de combate ao desperdício, incentivando padrões tecnológicos de produção de baixo impacto sobre o meio ambiente.
A inserção de conceitos ambientais em organizações públicas é recente e promissora, consiste num vasto campo para os Relações Públicas, pois implica na propagação de informações e “um canal de comunicação permanente para promover o intercâmbio técnico, difundir informações, sistematizar dados sobre o desempenho ambiental dos órgãos e promover programas de formação e mudanças organizacionais.”
[1]
Quem quiser saber mais pode acessar o vídeo no site http://www.youtube.com/watch?v=QKzMBl6wsuY ou acessar direto o site da A3P http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=36. Lá você encontra uma série de informações a respeito do programa, entre elas Dicas e Orientações, Materiais para a Divulgação e a Relação de Órgãos e Empresas da Rede A3P atualizada.

Abraços,
Juliana A. Clementi.

10 de junho de 2007

Calendário Ecológico


A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, mais conhecida como Conferência de Estocolmo, realizada entre 5 a 16 de junho de 1972, reuniu mais de 110 países, com o objetivo de buscar soluções globais para os problemas ambientais. Após o evento foi criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) com 26 artigos que tratam do desenvolvimento integrado e do planejamento racional da relação entre o homem e o meio ambiente. O evento foi um marco para o ambientalismo global, e a partir de então se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 05 de junho. Muitas organizações aproveitam o período para promover a Semana do Meio Ambiente fomentando ações ecológicas em comunidades, escolas, entre funcionários, etc.
A calendarização de datas relevantes para o contexto organizacional, representa uma oportunidade de aproximação com os diferentes públicos de interesse da empresa. Organizar ações de comunicação dirigidas a públicos específicos das instituições é um dos aspectos mais interessantes. As ações incluem desde envio de correspondência, promoções e até mesmo uma premiação destacando projetos ou profissionais. A seguir você verá alguns exemplos simples, mas o que conta é a criatividade do profissional de comunicação para identificar em qualquer data comemorativa uma oportunidade de criar uma campanha de comunicação exclusiva. Na maioria dos casos, a escolha dos públicos-alvo da campanha, fica a critério do comunicador pois as datas não especificam o ramo de atividade. O calendário sugerido refere-se a datas ecológicas, porém ressalto que a criatividade do comunicador conta muito para a elaboração de projetos e nada impede que se comemore, por exemplo, o Dia da Saudade (30 de janeiro) de uma maneira ecológica. A data pode ser aproveitada para resgatar e valorizar a memória da comunidade. Dessa forma é possível fazer uma campanha com relatos de antigos moradores, destacando os aspectos ambientais da região e divulgá-los entre os mais jovens para que ao aprenderem mais sobre a região em que vivem passem a valorizar o meio ambiente no qual estão inseridos, Calendário básico sugerido:

JANEIRO
11 - Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

MARÇO
21 - O Dia Mundial da Árvore ou Dia Mundial da Floresta, Início do Outono.
22 - Dia Mundial da Água

ABRIL
15 - Dia Nacional da Conservação do Solo
28 – Dia da Caatinga
22 - Dia Mundial da Terra

MAIO
03 - Dia do Solo,
Dia do Pau-Brasil
05 – Dia Mundial do Campo
08 - Dia Mundial das Aves Migratórias
22 -
Dia Internacional da Biodiversidade
27 -
Dia Nacional da Floresta Atlântica

JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia
08 – Dia Mundial dos Oceanos
17 -
Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
21 – Início do Inverno

JULHO
17 - Dia de Proteção às Florestas

AGOSTO
09 -
Dia Interamericano de Qualidade do Ar
11 - Dia da Consciência Nacional
14 - Dia do Combate a Poluição

SETEMBRO
05 -
Dia da Amazônia
11 -
Dia do Cerrado
16 - Dia Internacional para a Prevenção de Desastres Naturais
18 - Dia Mundial de Limpeza do Litoral
19 - Dia Mundial pela Limpeza da Água
16 - Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
21 - Dia da Árvore
22 -
Dia da Defesa da Fauna, Dia da Jornada “Na Cidade Sem Meu Carro”
23 – Início da Primavera

OUTUBRO
04 - Dia dos Animais. Dia da Natureza
05 - Dia das Aves

DEZEMBRO
21 – Início do Verão
29 – Dia Mundial da Biodiversidade

Nos próximos exemplos de datas, as campanhas são elaboradas de acordo com os interesses da organização e as atividades relacionadas às suas ações, porém os públicos-alvo são determinados pelas datas comemorativas. Procure inovar, prêmios são eficazes, mas existem outras opções. No dia do índio, por exemplo, porque não promover um encontro entre empresários, grupos de escolares, funcionários e seus filhos etc numa comunidade indígena, propiciando aos índios um momento para ensinar e valorizar sua cultura. Os dois públicos, índios e os convidados, ganham com esta troca de experiência. Outro exemplo, no Dia do Fotógrafo é possível organizar uma exposição sobre o meio ambiente local com os fotógrafos da região, separando as imagens por categorias como fotografia jornalística, artística, amadora, etc.
Qualquer que seja a campanha, além de valorizar a imagem da instituição promotora, é fundamental valorizar o trabalho, ações, características dos públicos-alvo, é um fator motivacional para que eles se envolvam com as ações ecológicas. Confira mais datas:

JANEIRO
08 - Dia do Fotógrafo

FEVEREIRO
06 - Dia do Agente de Defesa Ambiental

MARÇO
01 - Dia Turismo Ecológico
14 - Dia Mundial de Luta dos Atingidos por Barragens

ABRIL
07 - Dia do Jornalismo
19 - Dia do Índio

MAIO
05 - Dia mundial da comunidade
13 -
Dia do Zootecnista
25 - Dia do Trabalhador Rural, Dia da Indústria
29 -
Dia do Geógrafo
30 -
Dia do Geólogo

JUNHO
08 - Dia do Citricultor
23 - Dia do Lavrador
29 - Dia do Pescador

JULHO
12 -
Dia do Engenheiro Florestal
13 -
Dia do Engenheiro Sanitarista
28 - Dia do Agricultor

AGOSTO
15 - Dia do Fotógrafo
28 - Dia Nacional do Voluntariado.

SETEMBRO
03 - Dia do Biólogo
10 - Dia da Imprensa e do Jornalista
27 - Dia do Turismólogo

OUTUBRO
12 - Dia do Mar,
Dia do Agrônomo
15 - Dia do Educador Ambiental
27 -
Dia do Engenheiro Agrícola
28 - Dia do Funcionário Público

DEZEMBRO
04 - Dia Mundial da Propaganda
11 - Dia do Agrônomo
15 - Dia do Jardineiro
14 -
Dia do Engenheiro de Pesca

Espero que o calendário ajude a inspirar novas idéias e campanhas de comunicação inovadoras!

Até mais!

Juliana A. Clementi